Prof. Eduardo Pereira - 18 Set. 2017
Como a aurora precursora do farol da divindade, foi o Vinte de Setembro o precursor da liberdade. Nos tempos atuais a que divindade isso poderia se referir? E a liberdade então? Governos corruptos tiram o sono da nação tanto quanto igrejas que criam seus fanáticos e começam a promover uma nova caça às bruxas, pois não querem um estado laico e, muito pelo contrário, sempre manipulam seus crentes a adorar ou excluir qualquer tipo de divindade que não lhe agrade, e aqui também se rouba a liberdade; Liberdade de pensar, de expressar ideias, de usufruir das benesses que poucos conseguem ao desfilar em seus carrões, morar em boas mansões e ter dinheiro garantido, seja por impostos ou dízimos.
Como a aurora precursora do farol da divindade, foi o Vinte de Setembro o precursor da liberdade. Nos tempos atuais a que divindade isso poderia se referir? E a liberdade então? Governos corruptos tiram o sono da nação tanto quanto igrejas que criam seus fanáticos e começam a promover uma nova caça às bruxas, pois não querem um estado laico e, muito pelo contrário, sempre manipulam seus crentes a adorar ou excluir qualquer tipo de divindade que não lhe agrade, e aqui também se rouba a liberdade; Liberdade de pensar, de expressar ideias, de usufruir das benesses que poucos conseguem ao desfilar em seus carrões, morar em boas mansões e ter dinheiro garantido, seja por impostos ou dízimos.
Mostremos valor, constância,
nesta ímpia e injusta guerra; Sim, mostremos valor e constância, mas não no
ambiente virtual onde todos são leões com suas digníssimas opiniões sem
sentido, carregadas de críticas e que não apontam qualquer solução e, se a solução
for dizer que o partido ou ideologia pela qual crê está correta, seu valor e
constância continuarão a fomentar a mesma ímpia e injusta guerra.
Sirvam nossas façanhas de
modelo a toda a terra. Imagine se nossas atuais façanhas servissem de modelo a
toda terra? Exportaríamos corrupção, tiraríamos direitos, execraríamos a
educação e a saúde, deixaríamos à mercê a segurança; Mandaria quem pode e
obedeceria quem precisa de um pão para sustentar seus familiares. Há muito
tempo o modelo de nossas façanhas mudou, são outros, individualistas, passivos,
cabisbaixo para um povo que se tornou apenas assistente de suas próprias
desgraças.
Entre nós revive Atenas para
assombro dos tiranos; Será que Atenas não ficaria boquiaberta com a ação de
nossos tiranos contemporâneos? Ela, guerreira e protetora, poderia se rebaixar
igualmente a cega e prostituta justiça, defendendo apenas quem lhe convir. E
nisso, será que precisamos ser Gregos na glória, já que herdamos parte de sua
corrupção e aprendemos a assassinar as reputações alheias, bem como temos os
legados das virtudes romanas, mas essas valem apenas para quem tem malas cheias
de dinheiro, helicópteros carregados de coca ou diz não saber sua renda, seu tríplex,
seu sítio ou que não conhecia os atos de seus companheiros. Afinal, que
virtudes são essas? Ah, Atenas, realmente os tiranos tomaram conta, e suas
façanhas continuam a nos surpreender.
Contudo, não basta, p'ra ser
livre, ser forte, aguerrido e bravo; Povo que não tem virtude, acaba por ser escravo.
E escravos é o que nos tornamos desde o momento que elegemos sempre as mesmas mentalidades
e caracteres do Brasil e do Estado. Quando advimos a aceitar essa
capitânia hereditária de avôs, pais, tios e filhos; da herança maldita que mantém
as tradicionais famílias na política,
desde os anos 1970 aos 2017, fazendo com que pouca coisa mude realmente no País.
Enfim, vangloriar-se de
virtudes, façanhas, força e liberdade é algo tão utópico quanto pensar que a grande
maioria dos problemas nacionais serão resolvidas nas próximas eleições.
Que seja o vinte de setembro
apenas mais uma data a nos lembrar de quão covardes somos.

Currículo Infográfico